No dia 24 de abril, os arte educadores da rede realizaram sua primeira jornada formativa do ano no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, com o intuito de fomentar experiencias simbólicas e representativas para o desenvolvimento do projeto da MOSTRA CULTURAL 2026 – EXPERIENCIANDO ARTE que tem como temática “Entre tramas e resistência: Vozes femininas na Arte”, que aborda artistas indígenas e negras.
O encontro foi mediado pelos educadores do próprio museu, o que potencializou o diálogo e as trocas de experiências. Ao longo da jornada, foram vivenciados momentos significativos de reflexão e aprofundamento acerca dos conhecimentos históricos e culturais do Brasil, especialmente aqueles relacionados às matrizes africanas.
A presença e a ocupação desse espaço por professores de Arte configuram-se como uma prática pedagógica comprometida com a implementação da Lei 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura africana e afro-brasileira. Ao experienciar um ambiente que evidencia e problematiza narrativas historicamente marcadas por perspectivas eurocêntricas sobre a formação social e cultural do Brasil, ao mesmo tempo em que valoriza as contribuições dos povos africanos trazidos em diáspora forçada, reafirma-se o papel docente na construção de uma educação antirracista, crítica e comprometida com a representatividade e a justiça social.
Durante a visita, a análise das obras expostas possibilitou a compreensão dos múltiplos diálogos que atravessam as produções artísticas, evidenciando como os artistas elaboram narrativas visuais potentes sobre história, memória, identidade e cultura
Além disso, foi realizado um momento acolhedor de piquenique em frente ao museu, no qual não necessariamente a partilha dos alimentos, mas também afeto, escuta e convivência. Esse momento contribuiu para o fortalecimento dos vínculos entre os educadores, favorecendo um ambiente de troca genuína e colaboração.
Na sequência, foi desenvolvida, pela formadora Leticia, a atividade intitulada Entre tramas e afetos: nossa história. Nessa proposta, foram abordadas as artistas Rosana Paulino, com a obra Parede da memória, e Aline Motta, com a obra Se o mar tivesse varandas. As discussões suscitaram reflexões profundas sobre ancestralidade, memória e identidade.
Finalizaram o encontro visitando livremente os espaços do museu na qual puderam apreciar obras que não viram ou desejassem rever.













