Formação dos Profissionais da Educação LEEI

LEEI: quando a formação também se transforma em experiência

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Written by Eduardo Neto

A formação do LEEI convidou os cursistas a ampliarem o olhar sobre a leitura como experiência e a refletirem sobre as vivências oferecidas aos bebês e às crianças nas escolas das infâncias.

O registro compartilhado apresenta experiências vivenciadas por uma das turmas conduzidas pela formadora Kesia, durante um encontro realizado no CIECEL. A formação ultrapassou os espaços habituais e ocupou também as áreas externas, propondo momentos em que leitura, natureza, corpo, escuta, brincadeira e sensibilidade pudessem caminhar juntos.

Em uma das experiências, os cursistas foram convidados a fechar os olhos e ouvir uma canção indígena. O exercício despertou a atenção para sons que, muitas vezes, passam despercebidos no cotidiano e abriu espaço para compartilhar sensações e percepções. O grupo também participou de uma brincadeira cantada, envolvendo corpo, movimento e interação.

A área externa do CIECEL tornou-se, então, parte da própria experiência formativa. Em meio à natureza, livros e histórias foram compartilhados enquanto o grupo era convidado a perceber os sons, o ambiente e as sensações provocadas por aquele momento.

Mais do que falar sobre experiência, a proposta buscou fazer com que os próprios cursistas pudessem vivenciá-la. A partir daí, as reflexões se voltaram para o cotidiano das escolas: que experiências temos possibilitado aos bebês e às crianças? Quanto espaço oferecemos para o corpo, a imaginação, a natureza, a literatura e as descobertas que surgem quando as crianças podem viver uma proposta por inteiro?

O encontro possibilitou refletir sobre práticas que não se limitam a atividades previamente determinadas, mas que reconhecem o valor das experiências que atravessam o corpo, mobilizam os sentidos e deixam marcas em quem as vive.

Ao final da formação, os cursistas registraram suas percepções e reflexões sobre o percurso. Entre os registros da turma, um poema reuniu momentos, estudos, leituras e experiências vividas durante o encontro:

A jornada começou na Fila de Sonhos desenhada,
Onde a infância plural foi ali respeitada.
A formadora Kesia conduziu o olhar,
Para o direito e a proteção que o adulto deve garantir e dar.

Num instante leve de som e agito,
Rimos juntas brincando de Palo Palito.
Mas logo o trabalho chamou a atenção:
Pensar em Franco da Rocha e sua real vocação.
Seriam as propostas meras atividades no papel,
Ou vivas experiências sob o mesmo céu?
Entre o lúdico e a ludicidade, a linha a tecer,
Para o aprendizado genuíno finalmente acontecer.

Olhos fechados para ouvir Nh’ery passar,
Sons de fora e de dentro a nos abraçar.
E veio a surpresa que o peito aqueceu:
O encontro no Parque CIECEL aconteceu!
Sob as árvores, livros levados na mão,
Partilhando histórias com o coração.

Passou Aventura Animal em sua lição,
Teve Medo, Medinho, Medão e o Livro em Branco na mão.
E com A Criança Mais Velha do Mundo a nos guiar,
Vimos a força que a boa literatura tem para ampliar.
O vocabulário cresce, o mundo se faz maior,
Quando a escolha do livro é feita com o nosso melhor.

Jorge Larrossa ecoou em nossa mente:
Experiência é aquilo que nos passa, toca e se faz presente.
No ritmo do Tiquequê, “Se eu fosse…” a cantar,
Com Tim Tim e Alike fomos nos emocionar.

Estudamos a fundo a Cultura Escrita e o seu papel,
E as linhas do texto viraram fita de mel.
Para encerrar o dia que a alma uniu e refez,
Arnaldo Antunes cantou sua arte mais uma vez.

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Eduardo Neto

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