Durante este primeiro bimestre do Projeto Franco Saber Mais, desenvolvido pelas
professoras Natacha Pereira e Kely Fumani, foi escolhido o território “Memória, Cultura e Histórias das Comunidades Tradicionais”, na EMEB Maria Aguilar Hernandez com foco na valorização das culturas indígenas e africanas por meio de vivências significativas e interativas. As propostas vêm sendo diversificadas, contemplando música, dança, jogos, brincadeiras e atividades artísticas, com o objetivo de aproximar os alunos das manifestações culturais desses povos e também contemplar o projeto institucional da escola: Saberes e sabores-Tecendo fronteiras e diversidade.
As crianças participam de atividades onde exploram toda a natureza da própria
escola, um exemplo é o mobile feito com folhas naturais e brincadeiras ao ar livre.
Outro ponto importante, é a parceria com o Atendimento Educacional
Especializado, onde buscamos ao longo das aulas explorar personalidades indígenas e africanos com deficiência, Transtorno do Espectro Autista, altas habilidades ou superdotação. Como por exemplo, como a artista indígena Sol Terena empreendedora e indígena com deficiência, nascida na aldeia Tereré, em Sidrolândia–MS, é a criadora e gestora da marca grafismo indígena, que produz camisetas com imagens e dizeres relacionados à luta dos povos indígenas. Sol prestigiou nossa escola com um vídeo parabenizando e agradecendo-nos por promover o NÃO esquecimento e apagamento da cultura indígena. O qual também será contribuído com uma gravação de um vídeo das crianças agradecendo e expondo todos os trabalhos realizados até aqui.
Também foram realizadas atividades voltadas à cultura africana, como a
exploração de tecidos (capulana), promovendo o contato sensorial com diferentes
estampas, cores e texturas. Além disso, os alunos participaram de um quiz sobre
alimentos de origem indígena e africana e, posteriormente, de um bingo temático,
favorecendo o aprendizado de forma lúdica.
As brincadeiras africanas e a construção do tapete indígena com grafismos
também fizeram parte das vivências, estimulando o trabalho coletivo, a criatividade e o respeito às diferentes culturas. Para complementar, foram proporcionados momentos de apreciação literária, incluindo a leitura de lendas indígenas e africanas, ampliando o repertório cultural dos alunos.
Dessa forma, o projeto tem promovido experiências que valorizam a diversidade
cultural, incentivam o protagonismo dos alunos e contribue para a construção de uma educação antirracista, baseada no respeito, no reconhecimento e na valorização das culturas tradicionais.














