Coordenadora Pedagógica Rosangela
O projeto pedagógico se manifesta como um complexo emaranhado de afetos e propósitos, partindo da premissa de que: “quer aluno encantado, encante o professor”. Nos 37 dias de caminhada, os HTPCs serviram para ajustar os “nós” (pronome e sequência didática)dessa escola, consolidando a Educação Antirracista como o fio condutor que atravessa todo o ano letivo.
A estrutura de todo esse diálogo nas formações se dar com a preparação do espaço para acolher professores que em sua maioria trabalha entre 30 e 58 horas e também se organiza em uma teia de conexão, onde o projeto de Artes da SME, por exemplo, se acopla perfeitamente à proposta central nosso projeto: “Feira de Saberes e Sabores – Tecendo Fronteiras e Diversidades”. Este núcleo se ramifica em:
- Interconexões Culturais: O estudo das influências migrantes, entre elas a própria patrona Maria Aguilar Hernandez e valorização da inclusão dos alunos migrantes da nossa escola, negras, africanas e indígenas na formação da nossa identidade.
- Segmentação em Redes: onze subtemas divididos entre as dez turmas de sala regular e um para o projeto do contraturno SABER MAIS, como é possível perceber na imagem do mapa mental onde cada uma desenvolve sua própria célula de conhecimento, gêneros textuais, além de um produto vendável final voltado ao Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP).
- Pontos de Culminância: A convergência da produção nas festividades de Junho, no Experienciando Artes e no 20 de Novembro.
O ponto de partida desse entrelaçamento é a desconstrução do apagamento cultural, utilizando a Carta de Pero Vaz de Caminha como matéria-prima. Dessa leitura, extraem-se múltiplos fios pedagógicos que conectam o passado ao presente:
- Nós Interdisciplinares: O texto histórico abre caminho para trabalhar matemática (calendário e horas), letramento racial (autodeclaração e crítica à escravidão) e produção textual (cartas e resenhas críticas).
Para tanto, são ofertadas aos professores células de Aprendizado: A criação de espaços físicos e lúdicos, como o “leiturômetro gigante”, a “pracinha do saber” , link de acervos antirracistas disponíveis na escola, produção de jogos com dados gigantes com imagem de personalidades antirracistas, bem como baralho antirracista, listas de materiais que podem ser facilmente encontrados na natureza para desenvolver, inventar e reinventar produtos (argila, filtro de café utilizado, folhas naturais, papelão, rolo de papel higiênico), como pode ser observado nas fotos e tudo para que o projeto sustente o hábito da leitura e da criatividade (uso de brinquedos quebrados que iriam para o lixo, por exemplo.)
Todo esse emaranhado de ideias busca a viabilidade real: propostas de baixo custo e alto impacto visual e intelectual. O objetivo é criar uma feira rica em conhecimento, reconhecimento, desconstrução racial, atitudes estruturais, inclusão, igualdade, resistência, pertencimento, evolução e respeito à diversidade. E além disso, oferecer produtos feitos pelos alunos, bem como hortaliças e legumes que atraiam o olhar e o desejo da comunidade, fechando o ciclo que começou no encantamento do mestre e termina na formação crítica e criativa do aluno.













