No dia 26 agosto as coordenadoras da Educação Infantil do município de Franco da Rocha tiveram a oportunidade de visitar a exposição Primeiras Infâncias Brasileiras. E o título da exposição já anuncia infâncias no plural afirmando que as infâncias são diversas e vivenciadas de diferentes formas de acordo com seu território e contexto social.
Durante a exposição foi possível perpassar por diferentes fases da primeira infância, a primeira arte é um convite para acalmar a mente e o coração para vivenciar plenamente o que estaria por vir. A exposição convoca a sentir, tocar e ouvir o mundo com a imaginação dos bebês e crianças. A exposição propõem ainda experimentar almoçar em uma mesa e se sentar em uma cadeira gigante. Como o adulto se sente tendo que subir em uma cadeira que seus pés não alcançam o chão? Experienciar essas sensações fez parte dessa visita.
A exposição ainda fez diversas provocações em torno de temas que são cruciais nessa etapa da vida. Como o vínculo e a questão do afeto, brincar como necessidade primordial da infância, saúde, os cuidados básicos do cotidiano têm impacto no desenvolvimento da criança, a Educação infantil como direito inegociável dos bebês e crianças, a responsabilidade compartilhada e as políticas públicas voltadas para a primeira infância.
Os mediadores estabeleceram diálogos produtivos e profundos quanto a questão das responsabilidades compartilhadas e o papel da política pública na busca pela garantia de direitos dos bebês e crianças.
A visita foi um momento importante para suscitar a curiosidade epistemológica para que se ampliem as pesquisas e se estabeleçam mais discussões sobre a importância desse tema.
Sobre a exposição
Os primeiros seis anos de vida são a fase mais intensa do desenvolvimento humano. É nesse período que o cérebro se desenvolve com maior velocidade, que vínculos se formam, que aprendizagens se constroem e que desigualdades já se instalam. Por isso, a primeira infância não pode esperar.
No Brasil, são 18 milhões de crianças de 0 a 6 anos – mais da metade estão em famílias de baixa renda. Para muitas delas, o direito a cuidado, proteção e condições dignas de vida ainda não é realidade. Esta exposição é um convite à consciência: sobre o que cada interação com uma criança pequena significa e sobre os direitos que precisam ser exigidos para que nenhuma infância fique para trás.
Primeiras Infâncias Brasileiras nasce da convicção de que cuidar do começo da vida é responsabilidade de toda a sociedade. E de que a arte e a cultura são capazes de abrir o que a informação sozinha não alcança: compreensão, empatia e vontade de agir.











