

















Na EMEB Carlos Eduardo de Souza, as crianças do Nível I, acompanhadas pelas professoras Andreia Batista e Débora, receberam um convite diferente: criar seus próprios bolinhos de terra utilizando elementos encontrados no entorno da escola.
A experiência começou ainda em sala, com um vídeo sobre o conto “O Bolinho de Terra”. A partir da história, surgiu o convite para sair, explorar os espaços externos e descobrir o que a própria natureza poderia oferecer para as criações.
Mas, antes da exploração, havia uma decisão a ser tomada: aceitar ou não o convite. Os nomes das crianças estavam registrados e cada uma foi convidada a localizar e marcar o próprio nome no cartaz como forma de manifestar sua participação.
Nesse momento, muitas descobertas sobre a escrita apareceram naturalmente. As crianças reconheceram letras presentes em seus nomes, observaram suas formas, estabeleceram comparações com os nomes dos colegas e demonstraram seus conhecimentos ao localizar a própria escrita. Enquanto isso, a professora assumiu o papel de escriba, registrando falas, ideias e contribuições que surgiam ao longo da experiência.
Convite aceito, era hora de investigar!
Durante o percurso pelos espaços externos da escola, as crianças observaram o entorno e perceberam transformações na natureza. Folhas secas, pequenas flores e outros elementos despertaram olhares atentos para cores, cheiros, formatos, tamanhos e diferentes texturas.
Parte desses materiais foi cuidadosamente recolhida para uma nova etapa: a criação dos bolinhos de terra.
Terra, folhas, flores e tudo aquilo que havia sido descoberto durante o caminho ganhou novos significados nas mãos das crianças. Cada uma experimentou os materiais à sua maneira, criando, combinando elementos e dando forma ao seu próprio bolinho.
Do conto à exploração da natureza, do reconhecimento do nome às criações com terra, a experiência reuniu diferentes linguagens em um mesmo percurso. As crianças puderam conversar, observar, investigar, registrar, imaginar e brincar, mostrando que um simples convite pode abrir muitos caminhos para descobrir o mundo e também para deixar nele suas próprias marcas.



