Na EMEB Maria Aguilar Hernandez, a culminância do projeto “Experienciando Artes: Vozes Femininas Entre Tramas e Resistência” reuniu alunos, educadores e famílias em um encontro marcado pela arte, pela ancestralidade e pela valorização do protagonismo de mulheres negras e indígenas.
Ao longo do projeto, os alunos conheceram trajetórias e produções de diferentes mulheres, ampliando seus repertórios a partir do trabalho desenvolvido pelos professores Camila Beatriz de Oliveira, Francisco Xavier, Lucas Bispo Marques e Monaliza Oliveira.
Sol Terena, Mahalia Jackson, Aretha Franklin, Vitória Bueno, Ingrid Silva, Tamikuã Txihi, Arissana Pataxó, Carmézia Emiliano e Moara Tupinambá estiveram entre as mulheres estudadas, possibilitando aproximações com diferentes histórias, linguagens artísticas, identidades e formas de expressão e resistência.
Na culminância, as produções realizadas pelos alunos ao longo desse percurso compuseram uma exposição aberta às famílias e à comunidade escolar, compartilhando um pouco das experiências e conhecimentos construídos durante o projeto.
As apresentações das crianças também marcaram o encontro. Com a mediação do professor Lucas e das professoras intérpretes Amanda Ferreira e Solania Maria de Souza, os alunos interpretaram em Libras a canção “Maria, Maria”, de Milton Nascimento. A programação contou ainda com uma performance ao som de “Negro Zumbi”, de Leci Brandão, aproximando música, expressão corporal, inclusão e as temáticas trabalhadas no projeto.
O encontro recebeu também as participações especiais das dançarinas Aghata Beck, Heloísa Araújo e Ciara Laplechade, do estúdio Milithu, acompanhadas pelas professoras Aline Beck e Thuany Freitas, ampliando as diferentes formas de expressão artística presentes na culminância.
Entre produções, música, dança e diferentes linguagens, a comunidade escolar pôde conhecer um percurso que colocou em evidência histórias e vozes femininas negras e indígenas, reconhecendo a arte também como espaço de memória, identidade, pertencimento e resistência.
A culminância encerrou uma etapa do projeto, mas deixou algo que ultrapassa a exposição: novos repertórios, referências e possibilidades para que crianças e adultos reconheçam a diversidade de vozes, histórias e produções que fazem parte da nossa sociedade.















