Dia a Dia Educação Infantil

Entre cliques e descobertas: diferentes formas de olhar e registrar o mundo – EMEB Antônio Carlos Jobim

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Written by Eduardo Neto

Na EMEB Antônio Carlos Jobim, uma câmera fotográfica abriu caminho para duas semanas de curiosidade, criação, exploração e muitas descobertas.

A experiência começou em uma roda de conversa, quando as crianças foram convidadas a pensar sobre as câmeras fotográficas para além daquelas presentes nos celulares. Já tinham visto uma câmera? Como eram as câmeras de antigamente? Para que serviam?

As perguntas ganharam ainda mais sentido quando uma câmera fotográfica de verdade chegou às mãos das crianças. Elas puderam observar o objeto, conhecer algumas de suas características e experimentar seu uso, realizando registros dentro da própria sala.

Depois de conhecerem uma câmera real, chegou o momento de criarem as suas. Utilizando papelão, cada criança construiu e pintou sua própria câmera, escolhendo cores e deixando marcas pessoais em sua produção. Na etapa seguinte, papel celofane foi colocado no espaço da lente, ampliando as possibilidades de brincar e enxergar o ambiente de outras maneiras.

Com as câmeras prontas, a experiência ultrapassou os espaços da sala e seguiu para o Sítio Jobim. Durante a exploração, as crianças observaram atentamente o que havia ao redor, escolheram aquilo que desejavam registrar e experimentaram dois modos de fotografar: com a câmera de verdade e, no faz de conta, com as câmeras que haviam produzido.

Por alguns instantes, tornaram-se fotógrafos e fotógrafas. Escolher o que merecia um “clique” exigia olhar, perceber detalhes e decidir o que guardar daquele passeio.

Na volta, os registros ganharam uma nova linguagem. Cada criança desenhou, em seu “rolo fotográfico”, aquilo que havia observado e imaginado fotografar durante a exploração. Os desenhos foram então colocados dentro das câmeras, transformando-se nas fotografias criadas por elas.

Ao longo das duas semanas, realidade e imaginação caminharam juntas. As crianças conheceram a função de um objeto presente na história e no cotidiano, experimentaram diferentes formas de registro, exploraram o ambiente e recorreram ao desenho para representar aquilo que seus olhos — e sua imaginação — escolheram guardar.

Uma experiência que mostrou que fotografar começa muito antes do clique: começa no olhar, na curiosidade e na escolha daquilo que cada um considera especial.

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Eduardo Neto

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