Dia a Dia Ensino Fundamental

Aprender na prática: o “Mercado do 4º ano” como estratégia de ensino

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Written by Eduardo Neto

EMEB MARIA AGUILAR HERNANDEZ – Relato da professora Natacha Pereira Conceição da turma do 4 ano E com relação à sua aula de Sistema Monetário

Transformar a sala de aula em um espaço de vivência e experimentação é uma forma potente de promover aprendizagens significativas. Foi com esse objetivo que uma turma do 4º ano participou de uma atividade dinâmica e contextualizada, simulando um ambiente de compras: o “Mercado do 4º ano”.

A proposta teve início com a organização da turma em grupos. Cada equipe recebeu uma tabela de preços e folhetos de supermercados, que serviram como base para observação e comparação de valores. A partir dessa análise, os estudantes foram desafiados a definir os preços dos produtos que fariam parte do mercado da turma.

Durante o preenchimento coletivo da tabela, surgiram ricas trocas de experiências. Os alunos compartilharam vivências do cotidiano, trazendo referências reais para a atividade. Comentários sobre preços, hábitos alimentares e até experiências de pesca tornaram o momento ainda mais significativo, demonstrando como o conhecimento escolar se conecta com a vida fora da escola.

Além da definição dos preços, os estudantes também refletiram sobre as diferentes formas de comercialização dos produtos por quilo, unidade, bandeja ou maço ampliando a compreensão sobre o funcionamento do comércio e o uso social da matemática.

Na etapa seguinte, cada grupo recebeu um carrinho de mercado ilustrado e foi desafiado a escolher sete produtos da tabela para “comprar”. A partir dessa seleção, elaboraram uma lista de compras e calcularam o valor total utilizando operações matemáticas.

Para tornar a experiência ainda mais concreta, foram disponibilizadas cédulas e moedas fictícias. Os alunos precisaram organizar os valores de forma exata, já que não haveria troco, o que exigiu planejamento, raciocínio lógico e trabalho colaborativo.

Como forma de sistematizar os conhecimentos construídos, a atividade foi finalizada com a resolução de situações-problema envolvendo as quatro operações. A correção coletiva permitiu a socialização das estratégias utilizadas, valorizando diferentes formas de pensar e resolver os desafios propostos.

A experiência evidenciou o protagonismo dos estudantes, a importância do trabalho em grupo e o potencial de atividades contextualizadas para o desenvolvimento do pensamento matemático. Mais do que aprender cálculos, os alunos vivenciaram situações reais, tornando o aprendizado mais significativo e conectado ao cotidiano.

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Eduardo Neto

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